Minha história de amor

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Tudo começou devagarinho. Ele foi chegando e eu fui acolhendo. Tive medo no começo, assumo. Mas ele foi gentil, como todos devem ser. Ele mudou as coisas aqui dentro e deixou tudo mais claro. Porém, a maior descoberta que a chegada dele proporcionou foi a do descobrimento. Me descobri. 

Antes, era difícil me achar nessa bagunça que existe aqui dentro. Sei que, por fora, parece que tenho tudo resolvido, mas não é bem assim. Minhas dúvidas e ansiedades me encobrem e às vezes, insistem em me assombrar. Eu fingia que não via. Ninguém me contou, porém, que as coisas que os olhos não vêem são as que o coração mais sente.

Ele trouxe desilusões também. Fui doutrinada com filmes de comédia romântica e livros de casais perfeitos. Me acostumei com a ideia de que amor se resume a duas almas gêmeas. Ele me ensinou que, na verdade, a alma é solitária, ela gosta de um tempo pra si mesma. Talvez devêssemos aprender com ela.

Mas algo ainda estava cravado em minha mente: é impossível amar alguém sem um interesse amoroso, não é mesmo? 

"Não, moça", ele disse, "é possível amar sim. Vou te mostrar"

E assim ele fez. Ele me mostrou que a história de amor mais bonita de todas é a minha. A minha, que os filmes não retratam e que o Nicholas Sparks deixa de lado. A minha, que como todas as melhores histórias, são ouvidas por poucos.

Descobri que é possível se apaixonar todos os dias. Por histórias. Por momentos. Por flores. Por fotografias. Por palavras. Por si mesma. 

Ah, me perguntaram o nome dele. Então, eu respondi: 

"Amor próprio

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